Explicação Técnica – IDEAL PARA CONDOMÍNIOS– As Válvulas Gazul tem o poder de eliminar as chamas vermelhas e amarelas que são lixo de Gás (CO2), transformando o lixo em Gás para consumo do cliente; após a instalação da Válvula Gazul  as chamas passam a ter a cor azul intenso, e fará a cocção de alimentos em menor tempo, economizando 50% no consumo de Gás GLP , evitando “pretejar” panelas e outros acessórios de cozinha.

Condomínios extraem benefícios de uma “boa briga” de mercado que envolve a distribuição do Gás Natural e do GLP. Ambos os segmentos ampliam os serviços às edificações e oferecem, entre outros, alternativa de cobrança individualizada e cobertura total ou parcial dos custos de adaptação. Quem ganha é o consumidor, apontam os síndicos.

O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) parecia fadado à exclusão dos condomínios desde que o município de São Paulo condicionou, em 1987, a concessão de alvarás para novas edificações ou reformas em prédios à instalação do Gás Natural (GN). Por meio do Decreto 24.714, o então prefeito Jânio Quadros tornou essa estrutura compulsória e ainda obrigou ao armazenamento externo do GLP remanescente nos condomínios. Ou seja, proibiu o uso de botijões dentro dos apartamentos. Entretanto, o segmento correu atrás do prejuízo e hoje o mercado de engarrafadores e distribuidores do GLP estende ao consumidor serviços que somente a rede canalizada do Gás Natural oferecia, como a medição individualizada do consumo. E o que se observa, segundo administradoras e síndicos, são condomínios que trocam um pelo outro, buscando extrair vantagens para o bolso. Afinal, se a instalação para o GN é compulsória, o mesmo não se pode dizer para o consumo – a escolha é livre.

No Edifício Lindenberg Panamby, condomínio de alto padrão e seis anos de vida localizado em um dos endereços mais valorizados da zona Sul de São Paulo, o síndico Marcelo Osnaide conta que a opção pelo GLP aconteceu logo na entrega do empreendimento, apesar de a instalação ter sido preparada para o GN. O que pesou para a decisão foi a perspectiva de economizar mensalmente de 30% a 40% com o consumo de gás. Segundo Osnaide, a distribuidora do GLP arcou com os custos de adaptação dos fogões e aquecedores, já que a tubulação interna não precisou ser mexida. E disponibilizou o mesmo rol de serviços: conta individualizada, abastecimento constante (não é feita mais a troca de cilindros, sua recarga acontece no próprio condomínio), segurança e assistência técnica. “Mas a maior vantagem foi o preço”, afirma Osnaide, lembrando que “a distribuidora mantém ainda hoje valores competitivos”.

Já no Condomínio Atlanta Garden, localizado na Super Quadra Morumbi, na mesma zona Sul da cidade, a escolha, feita também há cerca de seis anos, recaiu sobre o Gás Natural. Com três torres, 132 unidades e doze anos de construção, os edifícios não tinham individualização e resolveram apostar na expertise da Comgás, concessionária exclusiva de São Paulo, região metropolitana e outros municípios paulistas (um total de 177). “Antes não tínhamos no GLP essa opção de cobrança. A briga é boa porque quem ganha somos nós consumidores”, aponta o síndico Ricardo Guillem.

Na verdade, o setor do GLP mudou bastante nos últimos 15 anos, avalia Vicente Longatti, gerente da área industrial de uma grande distribuidora. “Ele melhorou, cresceu em serviço e qualidade”, define Vicente. O setor defende como grande bandeira do produto sua eficiência energética, já que para cada quilo do GLP são necessários 25% a mais do GN para se obter o mesmo desempenho calorífico. A grande desvantagem, segundo Vicente, era a inexistência de sistemas de abastecimento local e medição individualizada, que acabaram desenvolvidos nos anos recentes.

O administrador Eduardo Zangari, diretor de locação da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), observa que os condomínios que possuem caldeiras centrais parecem os mais interessados em estudar a conversão para o GLP. Ele afirma que haveria benefício econômico no uso do GLP em caldeiras, se a Comgás não tivesse lançado um Programa de Tarifas Diferenciadas para esse tipo de consumo. Zangari observa que a briga se dá na ponta do lápis. Mas o engenheiro elétrico Paulo Rewald, diretor de Normalização do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), acredita que outro tipo de raciocínio deveria ser feito pelos síndicos: considerar a questão logística e de trânsito. Para ele, uma metrópole congestionada como São Paulo não poderia mais permitir caminhões transportando gás em suas ruas.

SUBSTITUIÇÃO DA MATRIZ ENERGÉTICA
Porém, o que é considerado negativo para o GLP pode se transformar, na verdade, em vantagem, avalia Vicente Longatti. Em uma análise comparativa com o GN, ele destaca a “grande capilaridade” da distribuição do GLP, ou seja, afirma que o produto pode chegar a 80% dos domicílios da cidade de São Paulo. Entre as demais vantagens, ele enumera ainda a ausência da cobrança de taxa mensal do serviço e a possibilidade de armazenar o produto, evitando “riscos de paralisações”. Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, entidade que representa o GLP, acrescenta, por sua vez, que o “setor enxerga oportunidade de incrementar os volumes de vendas a partir da substituição gradativa do chuveiro elétrico”, entre outros. Segundo Bandeira de Mello, a expansão do GLP ocorreu mediante a ampliação de seu uso para aquecimento de água para o banho, máquinas secadoras de roupas, sistemas de ar condicionado, além de outros equipamentos, inclusive churrasqueiras das varandas gourmet.

Também a Comgás observa tendência para a substituição da matriz energética nos centros urbanos em favor do gás. O superintendente comercial da empresa, José Eduardo Nunes Moreira, diz que “70% dos prédios já saem com ponto de aquecimento sem chuveiro elétrico e que pelo menos 50% dos domicílios localizados na região de Artur Alvim, zona Leste de São Paulo, estão, por exemplo, substituindo a carga elétrica por aquecedores a gás”. Mas José Eduardo não vê possibilidades de o GLP competir com o Gás Natural no abastecimento das residências e apartamentos. “Onde tenho rede, mais de 90% dos prédios são fornecidos pela Comgás”, atesta o superintendente, defendendo que sua tarifa é competitiva.

José Eduardo revela que a Comgás incorpora cerca de mil condomínios por ano à sua rede, a qual atinge oito mil quilômetros de extensão no Estado, ligando 1,1 milhão de unidades domiciliares. O superintendente comercial diz que uma das políticas de mercado da empresa é oferecer parcelamento dos custos dos equipamentos (tubulações para o interior dos apartamentos, aquecedores e misturadores) aos condôminos que quiserem ver seu prédio adaptado ao Gás Natural. E assim como os distribuidores do GLP, a Comgás pode custear, parcial ou integralmente, a adaptação das unidades, conforme as características estruturais e de consumo de cada edificação.

Resta aos síndicos, portanto, comparar custos e benefícios, apresentar os dados em assembleia de condôminos e aguardar pela batida do martelo.

Fonte: http://www.direcionalcondominios.com.br/sindicos/materias/item/879-gas-qual-a-melhor-solucao-para-os-condominios.html Matéria publicada na Edição 168 – mai/12 da Revista Direcional Condomínios.