Noticia: Luzes dos prédios públicos de Vitória revelam gasto excessivo de energia

Na calada da noite, um desperdício. O Bom Dia Brasil percorreu prédios públicos de Vitória e descobriu luzes que nunca se apagam.

Luz acesa, só se tiver alguém por perto. Os equipamentos estão desligados da tomada. Para não gastar energia, Dona Marlene faz até um sacrifício. “O chuveiro elétrico a gente deixa no morno ou frio e também desligamos as luzes que não precisam ficar ligadas”, conta.
Essa economia dentro de casa não é encontrada nos prédios públicos. Pelo contrário: é muita luz acesa, a começar pela sede da prefeitura de Vitória. A cadeira vazia mostra que ninguém está trabalhando em uma sala, mas a iluminação é muito boa.
Em outro prédio, funcionam as secretarias da prefeitura. “A toda hora que se passar está ligado”, aponta um senhor. Às 22h, o prédio do Ministério da Fazenda estava com o saguão, corredores e salas iluminadas.
Às 12h, o mesmo se encontrou no prédio do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. O estacionamento vazio indica que os funcionários foram embora, mas o gasto de energia ficou. Muita claridade para ninguém também foi encontrada no prédio do INSS, na Avenida Beira-Mar.
O cidadão que espera o ônibus na frente do prédio só tem uma explicação. “Um desperdício desnecessário. É uma displicência de quem é responsável por desligar as lâmpadas”, protestou um senhor.
O prédio que também chama a atenção é o da Justiça Federal. O edifício ainda nem foi inaugurado, mas o desperdício de energia já começou. Às 22h, de longe já é possível ver, pelo menos, dez salas com lâmpadas acesas.
Seria possível calcular tanto desperdício? O engenheiro Wilson Aragão faz uma estimativa. Ele diz que se uma lâmpada fluorescente ficar a noite inteira acesa, vai ter um custo de R$ 90 por ano – e isso só uma lâmpada.
“Se nós tivermos dez lâmpadas, serão R$ 900 por ano. Se nós tivermos cem lâmpadas, são R$ 9 mil. Sendo desperdício, a sociedade, cada um de nós, deveria atacar e buscar soluções”, afirmou o engenheiro Wilson Aragão.