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Noticia: Luzes dos prédios públicos de Vitória revelam gasto excessivo de energia

Na calada da noite, um desperdício. O Bom Dia Brasil percorreu prédios públicos de Vitória e descobriu luzes que nunca se apagam.

Luz acesa, só se tiver alguém por perto. Os equipamentos estão desligados da tomada. Para não gastar energia, Dona Marlene faz até um sacrifício. “O chuveiro elétrico a gente deixa no morno ou frio e também desligamos as luzes que não precisam ficar ligadas”, conta.
Essa economia dentro de casa não é encontrada nos prédios públicos. Pelo contrário: é muita luz acesa, a começar pela sede da prefeitura de Vitória. A cadeira vazia mostra que ninguém está trabalhando em uma sala, mas a iluminação é muito boa.
Em outro prédio, funcionam as secretarias da prefeitura. “A toda hora que se passar está ligado”, aponta um senhor. Às 22h, o prédio do Ministério da Fazenda estava com o saguão, corredores e salas iluminadas.
Às 12h, o mesmo se encontrou no prédio do Tribunal de Justiça do Espírito Santo. O estacionamento vazio indica que os funcionários foram embora, mas o gasto de energia ficou. Muita claridade para ninguém também foi encontrada no prédio do INSS, na Avenida Beira-Mar.
O cidadão que espera o ônibus na frente do prédio só tem uma explicação. “Um desperdício desnecessário. É uma displicência de quem é responsável por desligar as lâmpadas”, protestou um senhor.
O prédio que também chama a atenção é o da Justiça Federal. O edifício ainda nem foi inaugurado, mas o desperdício de energia já começou. Às 22h, de longe já é possível ver, pelo menos, dez salas com lâmpadas acesas.
Seria possível calcular tanto desperdício? O engenheiro Wilson Aragão faz uma estimativa. Ele diz que se uma lâmpada fluorescente ficar a noite inteira acesa, vai ter um custo de R$ 90 por ano – e isso só uma lâmpada.
“Se nós tivermos dez lâmpadas, serão R$ 900 por ano. Se nós tivermos cem lâmpadas, são R$ 9 mil. Sendo desperdício, a sociedade, cada um de nós, deveria atacar e buscar soluções”, afirmou o engenheiro Wilson Aragão.

Como evitar gastos excessivos com luz e água no verão

O verão é a época do ano em que as contas de água e luz costumam vir mais altas. É assim na sua casa também?
Esta alteração se deve principalmente às tentativas de amenizar o calor: no verão tomamos mais banhos por dia e deixamos o ar-condicionado ligado durante mais tempo – e na falta dele, sempre tem um ventilador ligado a mil para tentar driblar o calor e tornar o clima um pouco mais agradável para as tarefas diárias.
Tem umas dicas bem óbvias, que todo mundo sabe, mas não pratica. Já outras podem ser novidade e fazer a diferença na hora de equilibrar os gastos. Vale conferir:
- Mantenha o chuveiro na posição “verão”, que consome 30% menos energia elétrica e desobstrua periodicamente os orifícios de saída de água.
- Escovar os dentes por 5 minutos com a torneira aberta representa um consumo de 12 litros de água. Fechando a torneira após molhar a escova utilizando um copo para enxaguar a boca, o consumo é reduzido a meio litro!
- Na cozinha, ensaboe toda a louça com a torneira fechada e só depois tire o sabão de tudo de uma só vez.
- Decida o que quer antes de abrir a geladeira para não deixar a porta aberta por um longo tempo sem necessidade. É importante também deixar a geladeira longe de fontes de calor como o fogão ou a luz do sol. Realize o degelo sempre que necessário e lembre que secar roupas atrás da geladeira também eleva o consumo de energia.
- Ao invés de utilizar a mangueira para regar as plantas, utilize o regador.
- Limpe a calçada com a vassoura ao invés de usar a água. Em 15 minutos, a mangueira consome mais de 200 litros de água.
- Aproveite ao máximo a iluminação natural, mas abundante no verão, deixando janelas e cortinas abertas.
- Dê preferência para as lâmpadas fluorescentes, pois duram mais e gastam menos.
- Desligue os equipamentos elétricos da tomada quando não estiver usando. Mesmo em standby, eles consomem energia.
- Só ligue o aparelho de ar-condicionado em ambientes com portas e janelas fechadas. Mas sempre que possível, dê preferência aos ventiladores, que consomem 25% menos energia que o ar-condicionado.
Vale lembrar que estas dicas servem pro ano todo, e não só no verão.

EDP Escelsa alerta para os “ riscos com energia elétrica no período das chuvas”

raios

A EDP Escelsa, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil, alerta para os cuidados que o cliente deve ter durante temporais e períodos longos de chuva com a energia elétrica. Os acidentes podem causar desde a danificação de equipamentos até acidentes grave.
Entre as dicas selecionadas pela EDP Escelsa, a atenção deve iniciar na hora do cliente fazer suas instalações elétricas, utilizando sempre materiais adequados e com profissionais devidamente treinados para o trabalho. Boas instalações elétricas internas nas residências permitem que os equipamentos sejam usados com segurança, evitando choques elétricos e, além disso, que os clientes não tenham gastos excessivos com a conta de energia elétrica.
Durante temporais e períodos longos de chuva, a atenção dos consumidores deve ser redobrada. Se ocorrer variação da tensão (a luz ficar piscando, por exemplo), durante tempestades com muitos raios ou se pelo barulho do trovão perceber que os raios estão caindo próximo à residência, é recomendável retirar da tomada equipamentos eletrônicos mais sensíveis (computador, televisão, etc), e também geladeiras, evitando assim possíveis danos aos mesmos.
Em períodos de chuvas e ventos, caso se verifique que objetos (árvores, placas, entre outros) tenham caído sobre a rede elétrica e/ou fios tenham rompido, favor informar imediatamente a EDP Escelsa e jamais tocar na fiação, orienta o diretor Técnico e de Ambiente da Distribuidora, Fernando Saliba.
Cuidados importantes durante temporais e ocorrência de raios:
Dicas em casa:
§ Manter instalações elétricas em boas condições;
§ Não fazer uso de benjamins (preferir os filtros de linha);
§ Evitar goteiras perto de instalações elétricas (água conduz energia).
Na rua:
§ Não ficar em áreas descampadas debaixo de chuva;
§ Não ficar debaixo de árvores e estruturas metálicas durante temporais com raios;
§ Procurar ficar protegido da água e não andar em áreas alagadas onde existem bueiros;
§ Em caso de cabos elétricos no chão, a orientação é manter distância e entrar em contato com a EDP Escelsa.
Cuidados importantes durante alagamentos:
Em casa:
§ Ao primeiro sinal de chuva forte, deixe móveis e eletrodomésticos fora do alcance da água;
§ Desligue equipamentos elétricos e eletrônicos, feche o registro do gás e da água;
§ Guarde os produtos de limpeza e alimentos fora do alcance das águas e não os utilize caso tenham sido atingidos;
§ Mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite;
§ Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso. Não use velas, lamparinas a álcool ou similares;
§ Acompanhe o noticiário local pelo rádio e fique atento às mensagens de esclarecimento ou alarmes;
§ Se houver muita infiltração na casa e acontecer rachaduras nas paredes ou se escutar algum barulho estranho, abandone sua residência;
§ Transmita alarme aos vizinhos em caso de súbita elevação da água;
§ Não use telefone convencional;
§ Não fique próximo a tomadas, canos, janelas e portas metálicas;
§ Não toque em equipamentos elétricos que estejam ligados à rede elétrica;
§ Desligue o disjuntor, caso a água atinja níveis que possam alcançar as tomadas elétricas;
§ Não deixe extensões ou cabos elétricos em contato com a água;
§ Não toque equipamentos elétricos ou faça manutenções com os pés molhados ou dentro da água.
Em caso de danos causados devido à interrupção de energia elétrica, A EDP Escelsa segue as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) para pedido de ressarcimento em caso de dano a equipamentos devido a anomalias no fornecimento de energia para clientes de baixa tensão. O cliente tem o prazo de até 90 dias corridos, a contar da data provável da ocorrência do dano elétrico no equipamento, para solicitar o ressarcimento à EDP Escelsa. Para o pedido de indenização, o cliente deverá acessar a agência virtual no site http://www.edpescelsa.com.br e preencher formulário específico para o caso, onde será relatado o ocorrido e discriminado o(s) equipamento(s) danificado(s). O pedido também pode ser realizado em uma loja de atendimento da EDP Escelsa ou feito pelo call center 0800 721 0707.
Serão passíveis de ressarcimento somente os casos que tecnicamente se referirem à ocorrência de dano elétrico devido a anomalias no fornecimento de energia, por meio da constatação da existência de eventos na rede de distribuição, em data e horário coincidentes com os informados no formulário preenchido pelo cliente.
O cliente será informado pela EDP Escelsa no prazo máximo de 15 (quinze) dias, contados a partir da data do protocolo de solicitação, sobre o deferimento ou não do pedido de ressarcimento.
Caso seja constatado o dano, a Distribuidora indenizará o equipamento danificado e quando houver perda total do item, o ressarcimento poderá ser efetuado pelo valor de um aparelho similar, de mesma marca, modelo e tipo, conforme as condições do equipamento danificado, ou substituição do equipamento por outro também similar.
A EDP Escelsa mantém um canal aberto de comunicação com seus clientes por meio das agências presenciais, da Central de Atendimento no 0800 721 0707, 24 horas e com ligação gratuita, e pelo site http://www.edpescelsa.com.br.
Sobre a EDP Escelsa – A EDP Escelsa é distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP, com atuação no Espírito Santo. Atualmente atende a 1,33 milhão de unidades consumidoras, em 70 municípios capixabas.
Sobre a EDP Energias do Brasil – EDP Energias do Brasil, que adota a marca EDP, é a holding que consolida ativos de energia elétrica nas áreas de geração, comercialização e distribuição (EDP Bandeirante e EDP Escelsa). É controlada pela EDP Energias de Portugal.
Fonte: Fernanda Lozer – Assessoria de Imprensa

Uso racional para redução das contas de energia do condomínio.

São Paulo a noite

O valor da taxa condominial é certamente o maior motivo de preocupação e de reclamação dos condôminos.

Mas, muitas vezes, o valor pago mensalmente pelas despesas do condomínio apenas reflete o comportamento dos próprios condôminos. Os gastos com energia elétrica são um dos principais indicadores de que a conduta dos moradores ou freqüentadores está sendo onerosa ou não para o condomínio. O uso inadequado e exagerado da energia elétrica nas áreas e equipamentos comuns a todos resultará em altas contas, enquanto que o uso racional refletirá na redução de custos. Mas é possível reduzir despesas sem afetar o conforto e bem estar dos condôminos e a segurança do condomínio? Sim, asseguram os especialistas da área, mas somente através de alguns hábitos e consulta a profissionais especializados.

De acordo com a analista de Eficiência Energética da Coelba, Virgínia Forte, é preciso criar estratégias para o uso racional de energia elétrica. A primeira delas seria a adoção de hábitos de gestão do consumo de energia. Primeiramente, é preciso entender como funciona o consumo, explica ela, sugerindo que o responsável pelo condomínio crie uma planilha básica que detalhe o consumo nos últimos meses. Virgínia Forte ressalta que é importante que o consumo nos últimos meses. Virgínia Forte ressalta que é importante que o consumo de cada mês seja comparado com o do mesmo mês do ano anterior, tendo em vista que as diferentes estações do ano e outras circunstâncias (como férias e períodos de festas) interferem no consumo. A partir desta comparação, é possível tentar detectar as diferenças e suas causas, garante.

O segundo passo é ter uma pessoa responsável no condomínio que possa fornecer dicas de consumo, criar uma comissão interna de conservação de energia e/ou contratar uma empresa de consultoria, sugere Virgínia, indicando que o terceiro passo é verificar se o contrato de consumo com a Coelba está adequado. Muitos condomínios possuem subestação própria e contrato específico com um tipo de tarifa diferenciado, explica a analista, informando que existem diferentes pacotes de demanda de energia que são negociados entre o condomínio e a Coelba, de acordo com as características de consumo. Por isso, uma importante iniciativa é contratar um consultor para verificar se o contrato está realmente adequado ao condomínio. O consultor ou especialista (engenheiro eletricista) vai indicar as características do consumo após realizar um estudo tarifário, verificar o dimensionamento das cargas e do transformador, e se está acontecendo um excesso de consumo de energia reativa (alguns equipamentos deixam uma espécie de sujeira de transmissão, que é inerente ao consumo de energia). A Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) permite às concessionárias cobrar o excesso de consumo de energia reativa. Mas o impacto disso na conta de energia pode ser evitado através de adaptações necessárias à correção do fator de potência, feita por meio da instalação de capacitores, equipamentos que suprem o consumo de energia reativa.

Além da verificação por profissional habilitado das instalações e do perfil de consumo do condomínio, também são indispensáveis para a redução real dos gastos com a energia elétrica a introdução de técnicas que aumentem a eficiência do uso da energia e a eliminação de hábitos que causam desperdícios.

Dicas para uma melhor eficiência

A substituição de equipamentos que ocasionam excesso de consumo de energia elétrica por outros de melhor rendimento e a implantação de instrumentos de controle, como minuteria e sensor de presença, são algumas das medidas que podem reduzir significantemente o valor da conta de energia.

As minuterias são dispositivos elétricos que permitem manter as lâmpadas acesas temporariamente. Existem dois tipos: a eletrônica e a eletromagnética. Ambas permitem a instalação de sistemas coletivos ou individuais. No sistema coletivo, uma série de lâmpadas é conectada. O sistema individual é mais econômico que o coletivo e, ao contrário deste, permite ligar individualmente as lâmpadas de cada andar ao se acionar o botão de comando.

Os sensores de presença, também chamados de minuterias sensoriais, são equipamentos que acionam a iluminação ao detectar a presença de alguém ou de alguma coisa em movimento. Existem três tipos de tecnologias disponíveis: de infravermelho, que é sensível a fontes de calor (corpo humano); de ultrassom, que emite ondas de ultrassom que são rebatidas de volta ao receptor do sensor acionando a iluminação; e dual, pois combina as duas tecnologias em um só equipamento.

Os sensores de presença tendem a gerar mais econômica do que minuterias convencionais. Ambos são usados geralmente em corredores, escadas e nas áreas comuns do condomínio.

Para substituir o grande vilão das contas de energia, o chuveiro elétrico, o uso de energia solar para aquecimento de água. A medida pode ser adotada através da instalação de coletores solares ( placas) e do reservatório térmico ( boiler). As placas coletoras são responsáveis pela absorção da radiação solar; elas podem ser instaladas no telhado ou no chão do prédio, dependendo da área. Já o reservatório é um recipiente para armazenamento da água aquecida. Entretanto, a implantação de sistemas de aquecimento solar em edificações existentes pode ser complexa e deve ser avaliada por especialista.

O uso inadequado dos elevadores é outra fonte de gasto para o condomínio. Mas já existem sistemas que podem minimizar esse problema. Um deles é sistema contra duplicidade de chamadas, que, além de economizar energia elétrica, ainda protege o maquinário. Outro é o sinalizador de elevador preso, que emite um sinal sonoro após 15 ou 30 segundos caso um usuário prenda o elevador em um andar, com a porta aberta. Outro problema freqüente em condomínios é quando o elevador é utilizado como brinquedo por crianças. Caso uma criança acione vários botões, o sistema contra chamadas múltiplas permite identificar automaticamente quando o elevador para em três andares sem que nenhuma porta seja aberta.

Entretanto, se mesmo com a adoção de diversas tecnologias a conta de energia elétrica continuar alta, busque avaliar se também os usuários estão fazendo o uso adequado de energia. A conscientização das pessoas ainda é a estratégia mais eficiente para a redução do consumo de energia, ressalta Virgínia Forte. E quando falamos em conscientização também está em jogo a vigilância. Não só o síndico, como o zelador, os porteiros, os faxineiros e os próprios condôminos têm a responsabilidade de estar atentos aos hábitos que estão sendo prejudiciais à economia do condomínio.

A seguir a Revista do Secovi-BA listou algumas dicas a serem observadas.

Garagens

As garagens concentram o maior gasto de energia elétrica de muitos condomínios. Recomenda-se usar lâmpadas fluorescentes.

Desligar as luzes durante o período de menor uso e melhorar a iluminação natural.

Usar sensores de presença ou minuterias

Pintar as paredes com cores claras, pois ajuda a reduzir a quantidade de lâmpadas acesas.

Iluminar somente as áreas de circulação dos veículos e não os boxes.

Utilizar poucas lâmpadas de maior intensidade luminosa ao invés de várias lâmpadas de menor intensidade.

Rebaixar as luminárias instaladas entre as vigas do teto da garagem, para que a iluminação aumente.

Iluminação

Aproveitar o máximo possível o uso da iluminação natural em áreas comuns, abrindo janelas, cortinas e persianas em ambientes como o hall social, sala de visitas, etc. Recomenda-se também o uso de clarabóias, tijolos de vidro e policarbonato.

Importante desligar as lâmpadas em horários padrões seja por um funcionário ou com a instalação de temporizador.

Em áreas de circulação e hall, utilizar sensor de presença.

Usar lâmpadas eficientes nas áreas comuns (fluorescente compacta).

Em áreas de jardim, usar lâmpadas em LED.

Em quadras, usar lâmpadas de multivapor metálico.

No Natal, dar prioridade a enfeites em LED, que podem economizar mais de 70% de energia.

Elevadores

Nos horários de menor movimentação (entre as 22h e 6h), manter um dos elevadores desligados.

Não sobrecarregar o elevador, respeitando o peso e o número máximo de passageiros indicado na cabine.

Orientar os condôminos a utilizarem as escadas para subir um andar ou descer dois sempre que possível.

Fonte: Secovi- BA


Calor intenso é responsável por aumento no consumo de energia

torre de energia

Torre de Energia

Brasília – O chefe da divisão de Eficiência Energética em Equipamentos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica ( Procel), Rafael Meireles, disse que o intenso calor dos últimos dias tem aumentado o consumo de energia, pois faz com que as pessoas utilizem mais alguns equipamentos elétricos como ventiladores e ar-condicionados.

Segundo o especialista, alguns cuidados básicos podem ser tomados para que o consumo excessivo de energia seja evitado. Como por exemplos, observar a existência do selo de qualidade do Procel na hora de comprar os equipamentos elétricos.

“O calor tem contribuído para o crescente consumo de energia, porque as pessoas acabam usando mais equipamentos elétricos, como ventiladores e ar-condicionado. Por isso, uma dica é verificar a existência do selo Procel na compra de equipamentos elétricos”.

Rafael Meireles recomenda ainda que é necessário observar o estado de conservação e vida útil dos eletrodomésticos. “É importante conferir se a borracha da geladeira continua vedando, fazer limpeza constante do ar-condicionado e trocar os equipamentos antigos”.

Autor: Da Agência Brasil


TECNOLOGIA

Box smart_grid

Box smart grid

Brasil espera reduzir desperdício de energia com smart grid

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos ( CGEE) do governo federal está realizando estudos para viabilizar a implantação dessa tecnologia nas concessionárias do País.
A perda de energia (causada principalmente pelo furto por meio de instalações irregulares, o chamado gato) motivou o CGEE a fazer um amplo estudo sobre o uso de redes inteligentes ou smart grids, para gerenciamento da geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica. Até março, o centro publica estudo que identificará iniciativas no Brasil e no exterior para o desenvolvimento de tecnologia que monitore o funcionamento do sistema elétrico.A tecnologia pode informar em tempo real, por exemplo, a ocorrência de pane e a eventual suspensão do fornecimento. “Quando cai a energia, seja lá por qual motivo, você liga para a concessionária. Pelo smart grid, isso passa a ser automático, não precisa ligar”, explica Ceres Cavalcanti, assessora do CGEE.

Além das concessionárias, o uso de redes inteligentes permite que os usuários façam o controle do consumo diretamente. No futuro, quando houver tarifa diferenciada conforme o horário, os medidores domésticos informarão quanto está sendo gasto a cada momento e o valor das tarifas cobradas dando a possibilidade de o consumidor utilizar os eletrodomésticos em horário de tarifas mais baratas.

Outra possibilidade é tornar o consumidor credor do sistema. Quem captar energia solar em casa, por exemplo, poderá ter desconto nas tarifas, pois a rede inteligente identifica a geração doméstica de energia. “Imagina os consumidores passarem a ser pequenos geradores, vai ser um grande quebra-cabeça. E aí talvez vai ter de mudar essa política de otimização [do consumo]. Esse passo não é tão rápido, porém extremamente possível”, prevê Ceres Cavalcanti destacando que hoje, a informação do sistema elétrico é direcional. Com o smart grid, passa a ser bidirecional. O consumidor passivo passa a ser ativo e vai ter vários tipos de serviços.

Para a assessora do CGEE, a adoção de smart grid vai gerar negócios para a indústria de componentes do sistema elétrico e também para a área de tecnologia da informação e comunicação. “Isso melhora todo o sistema e encontramos nisso outras oportunidades. Vai gerar um mercado muito bom para a indústria. E isso tem vários desdobramentos no sentido de desenvolvimento de ciência e tecnologia. Tem uma série de linhas de pesquisa que podem vir a partir daí”, destaca.

O uso de redes inteligentes no sistema elétrico vai possibilitar economia de energia elétrica. O benefício, no entanto, não isentará o país de continuar investindo na ampliação da geração de energia. “É maravilhoso investir nesse caminho, mas isso não substitui a expansão completamente. O país cresce em termos de consumo de energia mais de 5% ao ano, o que é acima do crescimento do Produto Interno Bruto”, pondera Ceres Cavalcanti que lembra que há demanda reprimida pelo uso da energia, ainda cara para muitos usuários.

*Com informações da Agência Brasil

Eficiência Energética


Brasil registra alto desperdício de energia

Por ano, o país desperdiça um volume superior ao consumido pelo total da população do estado do Rio de Janeiro, de 36 TWh;
Rede de energia elétrica

Rede de energia elétrica

Para que o país atinja um nível de eficiência energética, é preciso incentivar a modernização de sistemas de utilização de energia Ruben GS/Stock.xchng
Da Agência Brasil noticias@band.com.br
Novos estudos indicam que cerca de 10% dos 430 terawatt-hora (TWh) consumidos no país a cada ano são desperdiçados, volume superior ao consumido pelo total da população do Estado do Rio de Janeiro, que alcança cerca de 36 TWh.“O índice corresponde a mais do dobro do observado na Alemanha, que desperdiça, em média, 4% de toda a energia consumida. Além disso, com esse desperdício de energia, são jogados fora, no Brasil, aproximadamente R$ 15 bilhões ao ano”, afirma José Starosta presidente da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia).As principais causas de tanto desperdício são processos industriais obsoletos e sistemas de refrigeração, aquecimento e iluminação inadequados, sem sistemas que permitam desligamento automático quando não há pessoas presentes no local.

Para que o Brasil atinja um nível de eficiência energética com patamares comparáveis aos de países avançados nesse tema, como Japão e Alemanha, é preciso incentivar os grandes empreendimentos industriais e comerciais a modernizarem seus sistemas de utilização de energia para reduzir os desperdícios estruturais.

Ele lembrou que também são verificadas perdas de energia nas linhas de transmissão em funcionamento no país, mas, em sua avaliação, não se trata do maior problema, já que “são eventos fisicamente previstos”.

“O problema são os desperdícios que ocorrem nas plantas comerciais, como shoppings e hospitais, além das indústrias”, enfatizou. Segundo o presidente da Abesco, é “inaceitável” um percentual de desperdício tão elevado, principalmente em um momento em que se discute o risco de desabastecimento.

Governo descarta possibilidade de racionamento

Para evitar novos apagões, José Starosta defende, além da ampliação da eficiência energética, uma maior diversificação da matriz de energia, com investimentos e popularização de fontes alternativas de geração, como a energia eólica e a solar fotovoltaica. Em relação à energia nuclear, ele ressaltou que, após o acidente de 2011 na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, o “mundo ficou temeroso” em relação aos riscos desse tipo de geração.

Por causa da falta de chuvas no Brasil, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste encontram-se, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), no mais baixo nível para o mês de janeiro desde 2001, ano do último racionamento de energia elétrica no país.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste operam hoje com 28,32% da capacidade; os do Nordeste, com 30,2%; os do Norte, com 39,88%; e os do Sul, com 43,4%.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, no entanto, garantiu que não há risco de apagão e que o sistema está operando dentro de um equilíbrio estrutural para o qual foi planejado.

Desperdício de Energia


” Desperdício de energia chega a R$ 16 bilhões por ano”

Nos últimos dez anos, o consumidor brasileiro desembolsou quase R$ 5 bilhões na conta de luz para bancar projetos de eficiência energética e de soluções para melhorar a operação do sistema elétrico nacional. Até agora, no entanto, os resultados são questionáveis. O País continua desperdiçando cerca de R$ 16 bilhões por ano de energia elétrica – equivalente ao investimento total para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Além disso, nos últimos anos, a qualidade da energia entregue aos consumidores tem piorado consideravelmente em algumas distribuidoras.
Dos R$ 16 bilhões de eletricidade desperdiçada, R$ 7,3 bilhões referem-se a furtos, fraudes e erros de medição. Só neste caso a quantidade de energia perdida, de 23 mil MWh, poderia abastecer por um ano 19 milhões de residências com consumo médio de 100 kWh por mês. Os outros R$ 8,7 bilhões referem-se a perdas ocorridas durante a transmissão da energia, da usina até o consumidor final.
A redução desses prejuízos, que também oneram o bolso dos brasileiros, foi um dos principais motivos da lei criada pelo governo federal, em 2000, que tornou obrigatório o investimento de 1% da receita líquida em P&D e eficiência energética. Parte desse dinheiro vai para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( FNDCT), do Ministério de Ciências e Tecnologia.
Outra parcela fica no Ministério de Minas e Energia e banca, entre outras coisas, a Empresa de Pesquisa Energética ( EPE), que produz os estudos de novas usinas para o País. O restante fica nas empresas (distribuidoras, geradoras ou transmissoras) para a elaboração de projetos de pesquisa e inovação. Só em pesquisa e desenvolvimento as companhias desenvolveram 4.521 projetos até o ano passado.
O grande problema é que todo esse volume de projetos não tem se traduzido – na maioria dos casos – em melhoria para a população que usa o serviço público. Segundo especialistas, o dinheiro tem sido mal usado em muitas companhias por falta de uma política adequada. Prova disso é que as empresas não conseguem gastar todo o dinheiro destinado à pesquisa.
Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel), do total reservado para investimentos em pesquisa e eficiência energética, entre 2000 e outubro deste ano, R$ 1,92 bilhão (sem correção dos juros) ainda não havia sido gasto pelas empresas. Isso representa 42% do volume total recolhido desde 1998. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Como Evitar o Desperdício de Energia Elétrica“;

O Mundo Jovem reuniu algumas dicas de utilização, compra e instalação de diversos aparelhos, com base nas recomendações do Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica ( Procel).
Para aproveitar bem os recursos da natureza através das tecnologias desenvolvidas pelo ser humano, precisamos agir de forma racional. A energia elétrica é uma das que mais requerem cuidados, pois seu consumo sempre aumenta e há muito desperdício por aí. Mas todos podem fazer a sua parte em casa, na escola ou no trabalho, consumindo de forma inteligente, para economizar dinheiro e poupar a natureza de um desgaste desnecessário. Mundo Jovem reuniu algumas dicas de utilização, compra e instalação de diversos aparelhos, com base nas recomendações do Programa de Combate ao Desperdício de Energia ElétricaProcel). Confira!
GELADEIRA/FREEZER
Compra
• Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia.
Instalação
• Instale o aparelho em local bem ventilado;
• Evite a proximidade do fogão e de aquecedores, ou de áreas expostas ao sol;
• Deixe um espaço mínimo de 15cm dos lados, acima e no fundo do aparelho, no caso de instalação entre armários e paredes.
Uso
• Não abra a porta sem necessidade ou por tempo prolongado;
• Arrume os alimentos de forma que se perca menos tempo para encontrá-los, e deixe espaços entre eles;
• Não guarde alimentos e líquidos ainda quentes ou em recipientes sem tampa;
• Não forre as prateleiras da geladeira com vidros ou plásticos, pois isto dificulta a circulação interna do ar;
• Faça o degelo periodicamente, conforme as instruções do manual, para evitar que se forme camada de gelo com mais de meio centímetro de espessura.
• No inverno, a temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa quanto no verão. Regule o termostato.
• Conserve limpas as serpentinas que se encontram na parte de trás do aparelho, e não as utilize para secar panos, roupas etc.;
• Quando se ausentar de casa por tempo prolongado, esvazie a geladeira e/ou freezer e desligue-os da tomada.
Teste de vedação das portas
Problemas de vedação aumentam o consumo de energia do aparelho. Verifique o funcionamento da seguinte maneira:
• Coloque uma folha de papel entre a borracha da porta e o corpo do aparelho e feche a porta sobre ela;
• Tente retirar a folha. Se ela deslizar e sair facilmente, é sinal de que a vedação não está boa. Nesse caso, providencie a substituição da borracha e/ou o ajuste das dobradiças;
• Repita o teste em toda a volta da porta.
CHUVEIRO ELÉTRICO
Instalação
• Use circuito exclusivo na instalação, com fios compatíveis com a potência do aparelho;
• Não reutilize resistência queimada;
• Observe as recomendações do fabricante para o aterramento.
Uso
• Por ser um dos aparelhos que mais consomem energia, o ideal é que se evite seu uso nos horários de maior consumo (das 18h às 19h30min e, no horário de verão, das 19h às 20h30min);
• Evite banhos demorados;
• Feche a torneira enquanto estiver se ensaboando;
• Quando não estiver fazendo frio, deixe a chave na posição menos quente.
• Nunca mude a posição verão-inverno nem ligue aparelhos elétricos enquanto estiver tomando banho, pois há risco de ocorrer choques ou de queimar a resistência.
TELEVISÃO
Uso
• Desligue o televisor quando ninguém estiver prestando atenção;
• Evite dormir com o aparelho ligado, ou ajuste a função sleep, para que aconteça o auto-desligamento em um tempo determinado;
• Se em sua casa tiver mais de um televisor, evite sempre que possível a utilização simultânea dos aparelhos.
Dicas de segurança
• Não mexa no interior de televisores, mesmo desligados. A carga elétrica pode estar acumulada e provocar choques perigosos;
• Não coloque palhas-de-aço na antena do televisor portátil, pois filamentos do metal podem cair dentro do aparelho e provocar curtos-circuitos, danificando-o.
LÂMPADAS
Compra
Dê preferência a lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro local que fique com as luzes acesas mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, elas duram dez vezes mais.
Uso
• Evite acender lâmpadas durante o dia. Use melhor a luz do sol, abrindo bem as janelas, cortinas e persianas;
• Apague as lâmpadas dos ambientes desocupados. Use iluminação dirigida (spots) para leitura, trabalhos manuais etc. para ter mais conforto e economia;
• Pinte o teto e as paredes internas com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial.
FERRO ELÉTRICO
Uso
• Evite ligar o ferro elétrico nos horários em que muitos outros aparelhos estejam ligados, pois ele carrega a rede elétrica;
• Evite ligar o ferro várias vezes ao dia, pois provoca um gasto desnecessário de energia;
• Acumule a maior quantidade de roupas possível, e passe todas de uma só vez;
• No caso de ferro automático, use a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Assim, você não corre o risco de desperdiçar energia com roupas que não necessitam de tanto calor para serem passadas;
• Para maior economia e melhor aproveitamento do seu tempo, separe as roupas a serem passadas de acordo com a composição do tecido (linho, algodão, lã, seda, fibra sintética);
• Os ferros mais modernos aquecem mais rapidamente do que esfriam. Por isso, você deve iniciar passando as roupas mais pesadas. No entanto, há aparelhos que levam em média cinco minutos para aquecerem. Neste caso, inicie passando as roupas que requerem temperatura baixa;
• Depois de desligar o ferro, aproveite ainda o seu calor para passar algumas roupas leves;
Dicas de segurança
• Para evitar o risco de provocar algum acidente grave, desligue o ferro ao interromper o serviço;
• Tenha cuidado para não encostar o ferro elétrico no fio da tomada quando ele estiver em uso;
• Ao terminar de usar o ferro, não enrole o fio em volta do aparelho ainda quente.
MÁQUINAS DE LAVAR ROUPA E LOUÇA
Compra
• Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia.
Uso
• Para economizar energia, use-as na capacidade máxima indicada pelo manual, que vem junto com o aparelho na hora da compra;
• Limpe com freqüência o filtro das lavadoras de roupas e louças;
• Utilize a quantidade correta de sabão ou detergente, para não repetir a operação de enxaguar;
• Leia com atenção o manual para saber tirar o máximo proveito das máquinas;
Dica de segurança
• Se levar choque ao tocar em partes metálicas de sua máquina, pode existir problema de aterramento na instalação. Procure um eletricista de sua confiança e não use mais a máquina até sanar completamente o problema.
AR-CONDICIONADO
Compra
• Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia, pois eles representarão uma grande economia para você;
• Dimensione adequadamente o aparelho para o tamanho do ambiente.
Instalação
• Proteja a parte externa do aparelho da incidência do sol, sem bloquear as grades de ventilação;
Uso
• Evite o frio excessivo, regulando o termostato;
• Desligue o aparelho quando o ambiente ficar desocupado;
• Mantenha janelas e portas fechadas quando o aparelho estiver funcionando;
• Evite o calor do sol no ambiente, fechando cortinas e persianas. Não tape a saída de ar do aparelho;
• Mantenha limpos os filtros do aparelho, para não prejudicar a circulação do ar.
CuriosidadeNo verão, o ar-condicionado chega a representar um terço do consumo de energia da casa. Por isso é tão importante a utilização inteligente deste aparelho.

Artigo “ Eficiência energética: consumir menos, produzir mais”, publicado no Jornal Mundo Jovem.

Noticia: Sustentabilidade & Energia limpaCarvão produz calor sem combustão” e sem emitir CO2.

Carvão produz calor sem combustão e sem emitir CO2

 

O carvão é moído (frasco da esquerda) e misturado com as esferas de ferro (frasco da direita), que são cruciais para a “combustão sem queima” do processo. [Imagem: Jo McCulty/Ohio State University]
Queima sem combustão
Dentre os combustíveis fósseis, nenhum é tão má-afamado quanto o carvão.
Apesar de existirem algumas tecnologias que minimizam os efeitos de sua queima, as preocupações aumentam conforme se prevê que o carvão deverá superar o petróleo na matriz energética global na próxima década.
Uma solução definitiva para o problema pode ser parar de queimar o carvão.
Não se trata de nenhuma medida radical, mas de uma nova tecnologia que acaba de ser apresentada por Dawei Wang e Liang-Shih Fan, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.
A técnica consiste em capturar quimicamente a energia do carvão sem combustão.
“No sentido mais simples, a combustão é uma reação química que consome oxigênio e produz calor,” explica Fan. “Infelizmente, ela também produz dióxido de carbono, que é difícil de capturar e faz mal ao meio ambiente.”
“Agora nós descobrimos uma forma de liberar o calor sem queima. Nós controlamos cuidadosamente a reação química de forma que o carvão nunca queima, ele é consumido quimicamente, e o dióxido de carbono fica inteiramente contido dentro do reator,” esclarece o pesquisador.
Energia do carvão sem CO2
A tecnologia foi testada em um protótipo de reator em escala de pesquisa, que funcionou continuamente por cerca de 200 horas.
O carvão gerou o calor esperado, ao mesmo tempo em que 99% do dióxido de carbono produzido foi capturado.
O CO2 é separado e pode ser reciclado ou sequestrado, enquanto a energia termal pode ser usada para produzir eletricidade ou para alimentar caldeiras industriais.
O processo foi batizado do CDCL - Coal-Direct Chemical Looping, referindo-se a um processo fechado em que o carvão é consumido quimicamente de forma direta, sem queima.
Transporte de oxigênio
A chave para a tecnologia é o uso de esferas metálicas muito pequenas para transportar oxigênio para o combustível que inicia a reação química.
O carvão é pulverizado em partículas de cerca de 100 micrômetros de diâmetro, enquanto as esferas de ferro oxidado são maiores, com cerca de 1,5 a 2 milímetros de diâmetro.
O carvão e o ferro são aquecidos pelo combustível a temperaturas muito elevadas, quando os dois materiais reagem entre si.
O carbono do carvão liga-se com o oxigênio do óxido de ferro e cria o dióxido de carbono, que sobe para uma câmara onde é capturado, deixando para trás o ferro quente e cinzas de carvão.
As cinzas do carvão são descartadas, enquanto as esferas de ferro, que são bem maiores, são peneiradas e reutilizadas.
Segundo os pesquisadores, o processo está pronto para ser testado em larga escala.
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